Mostrando postagens com marcador Terras Catarinenses. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Terras Catarinenses. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Nada On the Road

É segunda-feira de manhã, chegamos uma hora mais cedo em Chapecó, em curtos minutos finalizamos a montagem do cenário e somente nos resta esperar o horário marcado com o técnico de cultura do SESC daqui e assim será montada a luz e faremos à passagem de som.


Eu tenho uma pulga atrás da orelha ao usar a expressão “pé na estrada”, onhecida por conta do livro “On the Road”, obra seminal de Jack Kerouac, servindo de inspiração aos jovens viajantes da década de 1960 saírem cruzando os Estados Unidos da América. No livro, o personagem principal cai na estrada com pouco mais de 50 dólares, pega caronas e estabelece o conceito do que é importante ir, mesmo com o destino incerto.


A pulga é por conta do padrão, é por conta do estereotipo estabelecido de que jovens com os pés nas estradas estão seguindo Kerouac. Longe de mim, até mesmo dos meninos, Vini e Alex, transmitirem a imagem de sermos os mais novos seguidores de Kerouac. O Alex conhece pouco do escritor, o Vini ganhou “On the road” de uma grande amiga e somente agora o está lendo, enquanto eu estou mais interessado nos poemas e na vida de Allen Ginsberg, amigo e parceiro literário de Kerouac.


Outro ponto fundamental da diferenças entre nossa viagem e a Kerouac são as condições materiais. Na turnê o importante não é simplesmente ir, aqui matemos destinos certos, transporte definido, hospedagem e alimentações de qualidades, sem contar que ainda estamos recebendo por esses dias nas estradas catarinenses.


Agora, seu Nelson, o nosso motorista, está sentando nas cadeiras do teatro, Alex está no camarim número 02, Vini está deitado no palco olhando para o teto e pensando de como fizemos planos durante a graduação e pouco realizamos. Enquanto eu penso que a fundamental influência de Kerouac na minha vida foi com a frase “cansei de vagabundear no campus univertisário”, me ajudando para sair da graduação. Esses são diferentes elementos que nos afasta do ato romântico de pegar as estradas.


por Maikon K - escrito na última segunda-feira.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Fotos no Teatro do SESC Chapecó

rindo,


procurando a barba,

o parto do Vini.

Caçador: uma tarde encantadora

O aquecimento do linguarudo


e do bocudo.


As pessoas coladinhas e

até assistindo da janela.

Acabei de chegar da apresentação no SESC LER de Caçador. Os meninos, Alex e Vini, se apertaram no cenário, o público ficou colado, apagando a hierarquia do palco e transformando a apresentação num momento mágico. O meu simples papel de operar som e fotografar ganhou uma empolgação sem limite, uma alegria ao sentir à energia dos Malasartes, da Velha, dos fazendeiros, do moço Dotõ, do irmão mais velho representados por esses dois encantadores amigos. Sabe à tarde de hoje foi daquele momento que gostaria de compartilhar com as pessoas importantes na minha vida, que infelizmente estão longe daqui.


As fotografias e o texto por Maikon k

Palavras do Vini

"Seis dias de pé na estrada com Malasartes. Muita coisa já aconteceu e ainda estamos apenas chegando à metadae da turnê! De maneira geral, as apresentações tem sido boas e é perceptível o crescimento do espetáculo. Além do público que tem sido muito acolhedor. O malandro boa gente é muito bem quisto onde quer que o levemos e é freqüente na fala das pessoas a lembrança do pai ou do avô contador de causos. Daí vem a surpresa: além de sorrisos, “Histórias de Malasartes...” atinge o coração de muitas pessoas. Obviamente isso gera crescimento e nos estimula a continuarmos. A criançada, os adolescentes, jovens e idosos nos permitem conhecer uma boa diversidade de reações, de emoções que a peça pode proporcionar. Há que se considerar a convivência com os parceiros de viagem. Diversão não falta, uma besteira atrás da outra pra distrair o coração da saudade que já aperta cada um de nós, além de boas discussões sobre os mais diversos assuntos. A Cia. está se saindo muito bem. É notável uma sintonia fina entre a equipe, desde as [des]montagens, o entrosamento dos atores, a execução precisa da sonoplastia e iluminação, elementos que geram a unicidade necessária ao espetáculo. Amanhã, lugar novo, público desconhecido e incerto, mas a vontade de fazermos mais é a companheira de sempre."


Vini, ator e membro da CIA Rústico Teatral.



Na fotografia está Vini e eu brincando no camarim do Teatro do SESC de Lages.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Depoimento do Vini - na saída de Lages


Depoimento registrado no dia 15 de maio de 2009. O Vini comenta das cinco apresentações, três no Teatro do SESC de Lages e duas apresentações no auditório da Pousada Rural do SESC de Lages.

domingo, 17 de maio de 2009

Depoimento do Alex - São Miguel do Oeste




João Maria ou um mendigo qualquer


É domingo e to num hotel em Xanxerê. Amanhã vamos para chapecó, como não tem nada para fazer, além de assistir o filme "Plano Perfeito" versão dublado. Queria conversar, a saída é dormir já que o dia de amanhã é de estrada e trabalho.

Ensaio : "jantar em diferentes lugares"

beiço na taça


emagrecimento até na água


ele queria uma garrafão de cinco litros, a mulher do restaurante não quis servir.

Dj Cão Loucão

Adicionar imagem

sábado, 16 de maio de 2009

Pela trilha sonora da saudade


o vídeo a seguir é um registro do caminho de Concórdia para São Miguel do Oeste. O momento é alimentando pela trilha sonora da saudade. Esperenza.

Fotos do quarto dia

a visão no caminho para São Miguel do Oeste


na curva para o nevoeiro


a apresentação na tarde de São Miguel do Oeste

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O ato de descansar numa viagem

Quando as estradas, os hotéis, uma Van, bolsa de rodinha, frio, restaurantes em postos de gasolinas são o cotidiano dos dias de estrada. Por isso, é preciso buscar um descanso.


A cama não é do meu quarto, nem é dos amigos e amigas que estão acostumados a servirem suas camas para mim, a ausência de quem gosta de aquecer seu corpo no meu e ainda nada do que você está acostumado na cidade se torna fundamental o ato descansar.

Aqui, os momentos de descansos são compostos:


A) Pensamentos sobre a pessoa doce que ta longe do lugar que escrevo, opero o som ou converso sobre o animal no pasto, onde não sei se é um boi bravo ou um pequeno búfalo.

B) No quarto a saída é ligar o computador e ouvir as canções Amora, Amizade, La Cigarra e tantas outras gravadas ou compostas por Renato Teixeira. Assim, levando os meus pensamentos para o coração que ficou na cidade.

C) Começar a leitura do livro “Dois Irmãos”, do Milton Hatoum e imaginar como o lugar que venho é vital como o bairro portuário de Manuas era vital para Zana.

D) Envolver o pescoço com um cachecol, produzido indígenas chilenos num tear, e mentalmente concordar que usar uma obra artesanal é a valorização dos seres humanos.

E) A certeza de que todas as experiências e sentimentos compartilhados com um coração justo são fundamentais na minha vida.


Acabei de apresentar o meu descanso.


Preciso ir para o Teatro da Pousada Rural.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Fotos do primeiro dia

Clique aqui e leia as anotações do primeiro dia nas estradas. Agora, querendo ler uma reportagem sobre a turnê é necessário clicar aqui.

O amanhecer de ontem.


Eu, o sonoplasta


Vini, o ator

Alex, o outro ator


A primeira foto é do Vini, as duas seguintes eu sou o cara que apertou o botão da máquina.


Primeiro dia de estrada

Escrevo direto de um quarto da Pousada Rural do Sesc, em Lages, acima de mim tem uma televisão que transmite uma partida de futebol entre Atlético de Bilbao e Barcelona.


No meu primeiro dia nas estradas catarinenses, estou acompanhado dos atores Vini, Alex e o motorista da Van, seu Vilson.


Chegamos ao meio dia e as 15 horas fizemos a primeira apresentação no Teatro do Sesc, onde encontramos uma boa infra-estrutura e um público disposto para a peça. As pessoas do setor de cultura do Sesc local e inclusive a gerente geral estavam no publico e após a peça fizeram elogios, que Vini lembrou da honestidade dos elogios e bem fundamentados.


Voltando ao primeiro parágrafo: só posso dizer que a nossa hospedagem dos próximos dois dias será de um grande conforto, onde será preciso de um vinho de qualidade para acompanhar as duas próximas de noite de frio.


A ostentação da Pousada não suprime a saudade de Esperanza, ausência dela desestimula o aproveitamento de tudo, ainda mais quando tem um grande trabalho pela frente.


O horário marca 17:34 e ainda temos mais uma apresentação no Teatro do Sesc, por isso preciso correr para um banho, descarregar as fotos e os vídeos... vamos que vamos!!!

sábado, 9 de maio de 2009

22 dias de estrada

Em alguns dias vou pegar as estradas de Santa Catarina trabalhando com a peça “HISTÓRIAS DE MALASARTES - UM MALANDRO DE CORAÇÃO”. Além de mim, o cara da luz e do som, a tripulação da van será o motorista, que ainda não conheci, os atores Alex e Vini.



Eu tenho de arrumar a mala de rodinha e a mochila, por enquanto somente separei o cachecol, presente da Esperanza, o livro Dois Irmãos do Milton Hatoum, também presente da Esperanza e marquei todo o cronograma até quarta-feira, que é a data saída de Joinville rumo ao friozinho de Lages. 90% do cronograma são destinados a passar com Esperanza, ainda mais que estou com gripe e precisando de um mimo danado.



Em 22 dias de viagem por terras catarinenses o meu coração ficará na cidade, por conta disso vou tentar escrever por aqui com certa freqüência. Vou para a estrada.


a música dos preparativos da viagem.