raiva jurubeba ou brincadeira sem graça
domingo, 31 de maio de 2009
Raiva Jurubeba
raiva jurubeba ou brincadeira sem graça
O domingo
É corriqueiro o domingo receber dois tratamentos; um como tedioso dia de descanso, o segundo como o dia deprê por conta de que não existem opções para diferentes atividades dominicais.
Os últimos domingos da minha vida tem sido diferentes, felizmente o dia deprê tem ficado longe e o dia de descanso é longe de ser um dia tedioso. Na minha memória os domingos como os últimos são inexistentes, um dia da semana onde o carinho, o afeto e o amor se fazem presente.
O problema é que o domingo de hoje tem tudo para ser um tedioso dia de descanso ou um dia deprê, isso por não tá dividindo o mesmo domingo lado a lado com Esperanza. Ao menos é a sensação nesse quarto de hotel em Tubarão, onde não existe nada além d`uma chuvinha filhadaputa, uma programação horrível na televisão e cinco horas de estrada para tá com Esperanza e somente quarta-feira para aniquilar a saudade.
foto: autoretrato - na escuridão - dos corações num domingo. p.s a data na foto tá errada.hehehe
sábado, 30 de maio de 2009
O prazo do humor ou Vini mentiu
Hoje o Vini falou que a validade do meu humor passou, ou seja, já estou uma pessoa intragável, um insuportável, um ser humano impossível de ficar no mesmo ambiente.
Bem, ele mentiu!!!
A prova é que são 00:38 e to no quarto dele no Hotel.Viu, o Vini mente ou vou ganhar o prêmio chatão da viagem.
(a postagem é uma brincadeira, é melhor explicar)
Um aperitivo dos Malas
Um pequena dose do Proibidão dos Malas
Os Malsartes encantados com a liberdade - Brusque.
Viva a Liberdade!!!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Os sebos nas estradas
A primeira parte da viagem com a peça Histórias de “Malasartes” saí de Joinville para Lages passando pelo oeste catarinense indo para Caçador, Rio do Sul, Canoinhas, Joinville e Jaraguá do Sul.
O tempo não foi suficiente para conhecer mais as cidades, somente os trajetos de hotéis para teatros, auditórios e escolas, o máximo foram breves caminhadas pelas quebradas dos lugares citados. Infelizmente, livrarias e sebos também não estiveram presentes nos meus roteiros.
Hoje estou na segunda parte da viagem e to p da vida com a televisão ligada e o Vascão perdendo por um a zero do Curintinha da Amanda. Estou deitado na cama com o pc no colo e alguns livros ao meu lado.
Os livros são frutos do consumo em Sebos de Blumenau e de Itajaí, onde felizmente sobrou um tempinho para o tão gostoso consumo.
Em Blumenau fui num sebo na frente da nossa hospedagem, o Hotel Glória, lá encontrei dois livros.
O primeiro foi Poemas dos becos de Goiás e estórias mais, de Cora Coralina, segundo a própria autora “Este livro: Versos...Não. Poesia...Não. um modo diferente de contar velhas estórias.” , ainda não li, somente folhei e gostei da doçura das palavras, ainda mais por tratar de um tema que tenho fixação, a cidade.
[ gol de empate do Vascão ]
“Rádio Guerrilha”, de Mattew Collin, é o nome da segunda compra em terras blumenauenses. O livro foi lançado por aqui em 2006, desde então desejo ler e somente hoje tenho jogado na cama do Hotel, ainda mais pelo valor de R$ 15,00. A Sérvia em guerra com todo sofrimento causado pelo poder nefasto do Milosevic, levou jovens a organizarem a rádio B92, onde rock, cultura jovem passaram realizar um canal radiofônico de expressão da resistência. A leitura promete.
Já em Itajaí, as compras com o tema cidade vieram mais uma vez à tona. Por apenas R$ 2,00 comprei Ô Copacabana! do escritor carioca João Antônio. Tenho pouco conhecimento do autor, é um escritor urbano, onde a cidade do Rio de Janeiro é o cenário e todo cotidiano daqueles marginais que a sociologia tenta explicar se tão por conta das desigualdades ou por opção ou por uma terceira questão e assim vai. João Antônio deve usar a abusar da literatura para interpretar os diferentes rostos do cotidiano da cidade.
O clima “noir” está em dois livros: A dama do lago, de Raymond Chadler, e A Dália Azul, sendo uma leitura de história em quadrinhos do Filipo Scózzari na obra clássica do Raymond Chadler.
Cidade como tema e um clima “noir” conectados, ao menos nas leituras, são elementos que gostaria de sustentar na minha escrita, o que tá longe de realizar, já que não tenho uma mente criativa para a invenção da literatura.
O que me resta é levar o peso na mochila, presentear Esperanza com o livro da Cora Coralina e deixar os livros guardados na minha estante e quando me sentir a vontade tirar um e ler.
- a foto é do vini -
Itajaí, Tijucas e Laguna
Eu não to com paciência para selecionar fotografias ou escrever por aqui, aí vai uns registros mais ou menos.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Palavras do Vini sobre as apresentações de Itajai
“Dia difícil! As apresentações de hoje nos fazem refletir sobre a inserção da arte na realidade escolar e na mediação que deve ser feita para a formação dos alunos como público. E mais além, na formação dos professores enquanto público e multiplicadores da forma como se portar num espetáculo teatral. Sem querer ser duro e nem generalista mas, arrisco dizer que as situações vividas hoje extrapolam a falta de contato com a arte, mais especificamente, o teatro, para se resumir em descaso e desrespeito com o fazer teatral e o artista. É muito compreensível que os alunos dirijam-se agitados ao teatro por condicionantes peculiares à idade, fazendo brincadeiras, falando alto, ou mesmo interrompendo o evento com gracinhas e outros gestos, mas isso não é nada sem solução. Bem pelo contrário, o diálogo e o contato com o teatro vão proporcionando aos poucos o comportamento tido como ideal. No entanto, quando os alunos não tem nos professores um referencial do mínimo respeito que se espera com relação a artistas que se esforçam para oferecer o melhor para o seu público, a experiência a que o teatro se propõe a ser acaba se dissolvendo em algo insignificante e desinteressante para os próprios alunos. Por vezes defendo a visão romântica do trabalho do ator como uma entrega ao público daquilo que lhe é mais precioso, do ator a serviço do publico, mas apenas no sentido de que devemos estar cada vez mais desprovidos das vaidades do “eu” para fazer o teatro para o outro, para o público. Isto, no entanto, não autoriza ninguém e destratar os artistas como se estes estivessem sujeitos à mais fria versão da relação patrão-empregado. Digo isso porque hoje havia professores e coordenadores entrando e saindo no meio do espetáculo, colocando móveis na sala da apresentação simultaneamente à peça, mostrando a sala para visitantes da escola, permitindo a entrada de alunos no meio da peça, destratando alunos que só queriam assistir à peça com conforto e como se isso não fizesse a menor diferença para quem estava suando no palco e nos bastidores. Depois do desabado não posso deixar de registrar aqui que nem tudo foi perdido. Fora os contratempos, havia muita gente dentro da peça, até mesmo professores. Então, o teatro aconteceu hoje em duas sessões, ficou estabelecido um belo diálogo entre nós e o público, ambos entregues mutuamente. É preferível então carregar conosco a imagem dos olhos atentos e sorrisos abertos da criançada e da professorada que tava a fim de ouvir as histórias do bom malandro. Parte da minha família estava presente lá, o que me deixa feliz em compartilhar com ela algo tão importante pra mim, o universo teatral. É isso, como diz o Maikon, num de seus surtos filosóficos, “bola pro mato que o jogo não é de campeonato”. Vamos
Vini, ator e membro da CIA Rustico Teatral
Eu - Maikon K - tirei a foto.
Clicando aqui tem uma coisinha que escrevi inspirado no dia de hoje.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Registros de Brusque
um dia a casa caí e as riquezas serão socializadas.
O autor das fotos sou eu (Maikon K)
O pregador - Brincando em Brusque-SC
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Palavras do Vini sobre as apresentações de Blumenau
"Vindos de uma pausa providencial para descanso e reencontro com a família, amigos e namoradas, hoje, em Blumenau, fizemos duas apresentações muito importantes para avaliação do que já realizamos e para projeção do que ainda temos pela frente nesta turnê. A primeira apresentação foi para cerca de 80 crianças de
Vini, ator e membro da CIA Rústico Teatral.
A fotografia o autor fui eu (Maikon K)
Rio do Sul
O chefão
Nos jornais de Santa Catarina
domingo, 24 de maio de 2009
O domingo de folga
Eu gostaria de escrever sobre os últimos dias de viagem, onde passamos por Rio do Sul, Canoinhas, Joinville e Jaraguá do Sul, mas tenho uma preguiça sem tamanho. Ainda mais que o dia de hoje é para uma folga e amanhã teremos mais duas apresentações em Blumenau, as 16 e 19 horas na Fundação Cultural de Blumenau. Deixo para atualizar com mais fotos, vídeos e breve relatos na segunda-feira.
Apresentação da Caçador-SC
Próximas apresentações
25 - Blumenau
Na Fundação Cultural de Blumenau
16h e 19h
26 - Brusque
Auditório da Unifebe
13h30 e 15h
27 - Itajaí
Colégio Nilton Kucker
10h30 e 15h
28 - Tijucas
Sesc Ler Tijucas
10h30 e 14h
29 - Laguna
Salão de CabeçudasRua: Paulo Quirino,12 Bairro: CabeçudasHora:14h15
Salão do Colégio Stella MarisAv. João Pessoa,110 - MagalhãesHora: 16h15
30 - Tubarão
Sesc Tubarão
16h
Auditório SESC Criciúma
09h30 e 14h
2 - Florianópolis
Sesc Prainha
14h e 16h
3 - São José
Auditório do Colégio Forquilhão
10h e 14h
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O dia de Hoje
A quinta-feira foi um dia de seis horas de Estrada, algumas de Rio do Sul para Canoinhas e mais outras até Joinville. Hoje serão duas apresentações em Joinville e amanhã mais duas em Jaraguá do Sul. Aí, já sabe, serão dois dias pela região de Joinvas. Tempo para encontrar Esperanza, participar da manifestação para barrar o aumento e descansar.
Já estava esquecendo. Agora mesmo, o Alex e o Vini estão ao vivo no Bom dia Santa Catarina na RBS.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Nada On the Road
É segunda-feira de manhã, chegamos uma hora mais cedo em Chapecó, em curtos minutos finalizamos a montagem do cenário e somente nos resta esperar o horário marcado com o técnico de cultura do SESC daqui e assim será montada a luz e faremos à passagem de som.
Eu tenho uma pulga atrás da orelha ao usar a expressão “pé na estrada”, onhecida por conta do livro “On the Road”, obra seminal de Jack Kerouac, servindo de inspiração aos jovens viajantes da década de 1960 saírem cruzando os Estados Unidos da América. No livro, o personagem principal cai na estrada com pouco mais de 50 dólares, pega caronas e estabelece o conceito do que é importante ir, mesmo com o destino incerto.
A pulga é por conta do padrão, é por conta do estereotipo estabelecido de que jovens com os pés nas estradas estão seguindo Kerouac. Longe de mim, até mesmo dos meninos, Vini e Alex, transmitirem a imagem de sermos os mais novos seguidores de Kerouac. O Alex conhece pouco do escritor, o Vini ganhou “On the road” de uma grande amiga e somente agora o está lendo, enquanto eu estou mais interessado nos poemas e na vida de Allen Ginsberg, amigo e parceiro literário de Kerouac.
Outro ponto fundamental da diferenças entre nossa viagem e a Kerouac são as condições materiais. Na turnê o importante não é simplesmente ir, aqui matemos destinos certos, transporte definido, hospedagem e alimentações de qualidades, sem contar que ainda estamos recebendo por esses dias nas estradas catarinenses.
Agora, seu Nelson, o nosso motorista, está sentando nas cadeiras do teatro, Alex está no camarim número 02, Vini está deitado no palco olhando para o teto e pensando de como fizemos planos durante a graduação e pouco realizamos. Enquanto eu penso que a fundamental influência de Kerouac na minha vida foi com a frase “cansei de vagabundear no campus univertisário”, me ajudando para sair da graduação. Esses são diferentes elementos que nos afasta do ato romântico de pegar as estradas.
por Maikon K - escrito na última segunda-feira.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Depoimento do Alex e do Vini.
Depoimento do Vini e do Alex.
Fotos no Teatro do SESC Chapecó
Caçador: uma tarde encantadora
Acabei de chegar da apresentação no SESC LER de Caçador. Os meninos, Alex e Vini, se apertaram no cenário, o público ficou colado, apagando a hierarquia do palco e transformando a apresentação num momento mágico. O meu simples papel de operar som e fotografar ganhou uma empolgação sem limite, uma alegria ao sentir à energia dos Malasartes, da Velha, dos fazendeiros, do moço Dotõ, do irmão mais velho representados por esses dois encantadores amigos. Sabe à tarde de hoje foi daquele momento que gostaria de compartilhar com as pessoas importantes na minha vida, que infelizmente estão longe daqui.
Palavras do Vini
Vini, ator e membro da CIA Rústico Teatral.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Os próximos destinos
19 - Caçador
SESC LER Caçador
14h30 e 19h30
20 - Rio do Sul
a definir
21 - Canoinhas
Sesc Ler
15h30 e 19h30
EEB João de Oliveira
14h e 16h
23 - Jaraguá Sul
Teatro SESC Jaraguá do Sul
16h e 18h
25 - Blumenau
a definir
26 - Brusque
Auditório da Unifebe
13h30 e 15h
27 - Itajaí
Colégio Nilton Kucker
10h30 e 15h
28 - Tijucas
Sesc Ler Tijucas
10h30 e 14h
29 - Laguna
Salão de CabeçudasRua: Paulo Quirino,12 Bairro: CabeçudasHora:14h15
Salão do Colégio Stella MarisAv. João Pessoa,110 - MagalhãesHora: 16h15
30 - Tubarão
Sesc Tubarão
16h
Auditório SESC Criciúma
09h30 e 14h
Sesc Prainha
14h e 16h
Auditório do Colégio Forquilhão
10h e 14h
Depoimento do Vini - na saída de Lages
Depoimento registrado no dia 15 de maio de 2009. O Vini comenta das cinco apresentações, três no Teatro do SESC de Lages e duas apresentações no auditório da Pousada Rural do SESC de Lages.
domingo, 17 de maio de 2009
O som e a luz
Eu gostaria de escrever um extenso texto sobre os últimos dois dias da viagem pelo oeste catarinense; falar das belas paisagens ao redor das estradas que me leva de uma cidade para outra, comentar de como as apresentações estão crescendo, de como é bom rir com as histórias de Malasartes, ainda mais quando já assisti por volta de vinte apresentações, sorrir ao perceber o entrosamento de Alex e Vini e cair à ficha de que estou lidando bem com a operação do som e da luz, mesmo em apresentações que faço as duas operações.
O frio, o tédio de um quarto de hotel e as saudades são incentivos para deitar e dormir.
a foto da esquerda é da cabine de som e luz do Teatro da Pousada do SESC - Lages.
Depoimento do Alex - São Miguel do Oeste
João Maria ou um mendigo qualquer
É domingo e to num hotel em Xanxerê. Amanhã vamos para chapecó, como não tem nada para fazer, além de assistir o filme "Plano Perfeito" versão dublado. Queria conversar, a saída é dormir já que o dia de amanhã é de estrada e trabalho.
Ensaio sensual
Ensaio : "jantar em diferentes lugares"
Dj Cão Loucão

sábado, 16 de maio de 2009
Pela trilha sonora da saudade
o vídeo a seguir é um registro do caminho de Concórdia para São Miguel do Oeste. O momento é alimentando pela trilha sonora da saudade. Esperenza.
Entrevista para a Rádio Rural - Concórdia
sexta-feira, 15 de maio de 2009
A sexta-feira em Concórdia
O frio e o corpo cansado se tornaram um impedimento para escrever uma nota longa sobre a viagem.
Vamos lá:
1 – Acordamos cedão e já pegadas a estrada durante quatro horas. As 11 em ponto estávamos em Concódia.
2 – As duas apresentações, no Teatro Municipal de Concórdia, foram boas. O total de público foi na casa das trezentas pessoas.
3 – O hotel é chique. Internet no quarto, televisão a cabo e um quarto quentinho para amenizar o frio.
4 – É preciso descansar. Amanhã teremos mais 3 horas até São Miguel do Oeste.
A foto registra a primeira exibição de hoje.
O ato de descansar numa viagem
Quando as estradas, os hotéis, uma Van, bolsa de rodinha, frio, restaurantes em postos de gasolinas são o cotidiano dos dias de estrada. Por isso, é preciso buscar um descanso.
A cama não é do meu quarto, nem é dos amigos e amigas que estão acostumados a servirem suas camas para mim, a ausência de quem gosta de aquecer seu corpo no meu e ainda nada do que você está acostumado na cidade se torna fundamental o ato descansar.
Aqui, os momentos de descansos são compostos:
A) Pensamentos sobre a pessoa doce que ta longe do lugar que escrevo, opero o som ou converso sobre o animal no pasto, onde não sei se é um boi bravo ou um pequeno búfalo.
B) No quarto a saída é ligar o computador e ouvir as canções Amora, Amizade, na cidade.
C) Começar a leitura do livro “Dois Irmãos”, do Milton Hatoum e imaginar como o lugar que venho é vital como o bairro portuário de Manuas era vital para Zana.
D) Envolver o pescoço com um cachecol, produzido indígenas chilenos num tear, e mentalmente concordar que usar uma obra artesanal é a valorização dos seres humanos.
E) A certeza de que todas as experiências e sentimentos compartilhados com um coração justo são fundamentais na minha vida.
Acabei de apresentar o meu descanso.
Preciso ir para o Teatro da Pousada Rural.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Fotos do primeiro dia
O amanhecer de ontem.
Primeiro dia de estrada
Escrevo direto de um quarto da Pousada Rural do Sesc, em Lages, acima de mim tem uma televisão que transmite uma partida de futebol entre Atlético de Bilbao e Barcelona.
No meu primeiro dia nas estradas catarinenses, estou acompanhado dos atores Vini, Alex e o motorista da Van, seu Vilson.
Chegamos ao meio dia e as 15 horas fizemos a primeira apresentação no Teatro do Sesc, onde encontramos uma boa infra-estrutura e um público disposto para a peça. As pessoas do setor de cultura do Sesc local e inclusive a gerente geral estavam no publico e após a peça fizeram elogios, que Vini lembrou da honestidade dos elogios e bem fundamentados.
Voltando ao primeiro parágrafo: só posso dizer que a nossa hospedagem dos próximos dois dias será de um grande conforto, onde será preciso de um vinho de qualidade para acompanhar as duas próximas de noite de frio.
A ostentação da Pousada não suprime a saudade de Esperanza, ausência dela desestimula o aproveitamento de tudo, ainda mais quando tem um grande trabalho pela frente.
O horário marca 17:34 e ainda temos mais uma apresentação no Teatro do Sesc, por isso preciso correr para um banho, descarregar as fotos e os vídeos... vamos que vamos!!!
sábado, 9 de maio de 2009
22 dias de estrada
Em alguns dias vou pegar as estradas de Santa Catarina trabalhando com a peça “HISTÓRIAS DE MALASARTES - UM MALANDRO DE CORAÇÃO”. Além de mim, o cara da luz e do som, a tripulação da van será o motorista, que ainda não conheci, os atores Alex e Vini.
Eu tenho de arrumar a mala de rodinha e a mochila, por enquanto somente separei o cachecol, presente da Esperanza, o livro Dois Irmãos do Milton Hatoum, também presente da Esperanza e marquei todo o cronograma até quarta-feira, que é a data saída de Joinville rumo ao friozinho de Lages. 90% do cronograma são destinados a passar com Esperanza, ainda mais que estou com gripe e precisando de um mimo danado.
Em 22 dias de viagem por terras catarinenses o meu coração ficará na cidade, por conta disso vou tentar escrever por aqui com certa freqüência. Vou para a estrada.
a música dos preparativos da viagem.
domingo, 3 de maio de 2009
Cadê a grana ?
Bem, o exemplo de “fodido” é interessante. Porém tenho uma lista de conhecidos e conhecidas que gostariam de serem “fodidos” como o Deep. Por conta disso é melhor dizer “eu fui “fodido” por conta do Kerouac!!!” Pior, financeiramente e em outra cidade.
Explico melhor.
Durante a espe
Voltando.
Na tal livraria encontrei o recém lançado “On the road” versão do manuscrito original e com artigos sobre a presente obra literária, vista como um clássico para cair com os pés nas estradas. Não pensei duas vezes. Comprei o livro por quase sessenta reais. Os minutos seguintes foram de alegria lendo as palavras de Kerouac até descer no Aeroporto de Curitiba e ir a Rodoviária e comprar a passagem até Joinvas. Ou melhor, tentar comprar a passagem por conta de que o meu dinheiro tinha ido embora e o Bez tinha tantas moedas como as que estavam no meu bolso.
Quem se fodeu ?
Deep deve largar a mão de falar que Kerouac “fodeu” a sua vida. O Deep teve ao seu lado o já falecido Hunter Thompson, teve alguma relação com o Joe Strummer, fez filme com o Jim Jarmursch e agora vem dizer que alguém “fodeu” a sua vida. Deep você tem uma liberdade permissiva. Enquanto Bez e eu passamos quinze minutos sem saber como proceder. Felizmente, como Kerouac, temos amigos para nos socorrer e amar. Quem sabe a principal lição de Kerouac é viver com amigos e amigas e não chegar perto do quarenta anos sozinho, cristão e reacionário como teve seu fim o cara com os pés nas estradas.
Obrigado amigos e amigas.
Originalmente publicado aqui.
FOTO: BEZ e EU nas escadaria de Selaron. Rio de Janeiro,no mês de Janeiro de 2009.
Arquivos velhos ou velhos arquivos
Clique aqui e aqui as reproduções dos velhos arquivos sobre os dois pés nas estradas.
Foto no quarto de um hotel em Araçatuba-SP - 2008.
sábado, 2 de maio de 2009
Mais uma aventura blogueira?
É o meu terceiro blogue onde busco escrever textos autorais, informações ou notícias, os demais são o Vivo na Cidade e o Página do Mau humor.
Por aqui, a minha escrita será sobre um tema que já tratei nos meus outros “espaços virtuais”, vou buscar escrever meus relatos, pensamentos, reflexões e fotos dos dias nas estradas.
Eu não sou um cara estradeiro, daquele que larga a cidade e fica tranquilamente em qualquer lugar, sem um pingo de dor ao sentir o mínimo do corte da raiz citadina. Aí, nada melhor do que nomear o blogue com “Meu coração ficou na cidade”, sendo o remelexo do coração foi (e é) demasiado em qualquer trajeto que fiz por terras brasileiras e gringas.
A regularidade
não será diária, no máximo semanal, especialmente quando estiver com as memórias dos dias nas estradas, como naquela viagem maluca com carro alugado de Pelotas ao Uruguai, sem grana e com um pacote de bolacha recheada para dividir em quatro pessoas ou daquela neve danada enfrentada em Buenos Aires.
